A ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO “Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti” – Gn 49:8.
De acordo com esse texto, Judá significa louvor, daí a origem da expressão “judeus”. Pode-se dizer que judeus significa “aqueles que louvam” ou “louvadores”. Deus elegeu um povo para viver e andar no meio deles. Acerca disso a Palavra declara que Deus habita no meio dos louvores de Israel (Sl 22:3).
No evangelho de João aprendemos que a salvação vem dos judeus (Jo 4:22). Jesus é descendente de Judá, por isso é chamado “O Leão da Tribo de Judá”. Ele é a salvação dos judeus (louvadores) e todos os gentios. Para isso o Senhor teve que travar uma guerra na cruz contra inimigos espirituais, porém os venceu plena e poderosamente.
Em Sofonias 3:15, o Senhor declara anuladas as sentenças contra seu povo e a expulsão do inimigo. Hoje a igreja experimenta esta poderosa salvação que inclui a vitória sobre os inimigos (Lc 1:74). Certamente, o louvor é para Deus, mas sempre nos coloca numa situação de guerra contra o pecado e o diabo.
Vivemos dias em que o Senhor está nos preparando e capacitando para aplicarmos a vitória conquistada por Cristo na cruz, sobre o pecado, principados e potestades, porque somos Sua igreja e a nossa missão é adorar a Deus (Cl 2:14-15).
Contudo, há um processo divino em andamento que como igreja precisamos conhecer. Os métodos de Deus não são conhecidos pela maioria dos cristãos. Os mesmos foram usados na vida de Jesus, e como resultado final, Cristo foi exaltado soberanamente e recebeu o título de Senhor. Diante dele todo joelho se dobrará, nos céus, na terra e debaixo da terra (Fl 2:9-11).
Os verdadeiros adoradores são conduzidos pelo Pai nos mesmos caminhos percorridos por Jesus. Portanto, é fundamental que como adoradores conheçamos esses caminhos: 1- O caminho da adoração é um caminho de esvaziamento – Fl 2:7. 2- O caminho da adoração é um caminho para servos – Mt 20:28. 3- O caminho da adoração é um caminho de humilhação – Fl 2:8. 4- O caminho da adoração é um caminho de obediência – I Sm 15:22. 5- O caminho da adoração é um caminho de lágrimas – Hb 5:7. 6- O caminho da adoração é um caminho de dor – Hb 5:8. 7- O caminho da adoração é um caminho de quebrantamento – Sl 51:17. 8- O caminho da adoração é um caminho de exaltação divina – Fl 2:9. “Sem dúvida alguma, Deus nos escolheu para andarmos nesses caminhos. Ele nos escolheu para receber de nós o mais perfeito louvor, a mais pura adoração a fim de que Ele seja glorificado” – Is 43:7.
Por mais difícil que seja isso, temos que fazer uma escolha diária como a que Jesus fez no Getsêmani. De fato, somos o grão de trigo que cai na terra, morre e dá muitos frutos para a glória de Deus (Jo 12:24). “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” – I Pe 5:6.
Deus abençoe! Ronaldo Bezerra
17 DICAS PARA OS MÚSICOS
1- O músico precisa aprender a se “MIXAR” no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.
2- Todo músico deve treinar PRÁTICA DE CONJUNTO se quiser amadurecer mais rapidamente.
3- A TEORIA MUSICAL é fundamentalmente necessária, mas entre a teoria e a prática há uma distância que poucos querem percorrer.
4- “Um bom médico não é aquele que receita um remédio sem saber o que está fazendo. Um bom músico não é aquele que TOCA SEM SABER O QUE FAZ”.
5- AUTODIDATA – Há um engano no uso deste termo, pois há muitos analfabetos musicais dizendo-se autodidatas (uma desculpa para a preguiça). Autodidata é aquele que estuda sem um professor, mas estuda.
6- Uns falam antes de tocar algo, outros TOCAM ANTES DE FALAR ALGO. Eis a diferença entre “músicos” e músicos.
7- O músico deve aprender a conduzir uma MÚSICA COMO ELA É e não como ele acha que deve ser. Isto é MATURIDADE.
8- Há músicas em que o METRÔNOMO só serve para o primeiro compasso, porque necessitam de uma INTERPRETAÇÃO FLEXÍVEL.
9- A PULSAÇÃO RÍTMICA, bem como o andamento, são para serem sentidos e não ouvidos. Este princípio é para todos os músicos, mas fundamental para bateristas e percussionistas.
10- Acompanhar um cântico é antes de tudo uma prática de HUMILDADE E SENSIBILIDADE. Nas igrejas, geralmente, os músicos querem mostrar toda a sua técnica em hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir, ou seja, economize informações musicais.
11- Há uma tendência atual de supervalorizar a VELOCIDADE DO MÚSICO, quantas notas ele executa por tempo. Velocidade não é sinônimo de bom músico. O bom músico é aquele que tem a sensibilidade de fazer a coisa certa na hora certa. A velocidade é uma consequência.
12- A TÉCNICA deve ser estudada e sempre aprimorada, mas lembre-se de que é um meio de facilitar a execução da música e não um meio de EXIBICIONISMO.
13- Uma boa maneira de aprimorar a interpretação é APRENDER PRIMEIRO A SE OUVIR, DEPOIS EXECUTAR. Tem gente que canta e toca e não sabe o que está fazendo; acostume então a gravar o que é executado e seja autocrítico, estude, grave e ouça o que estudou; com o tempo você encontrará a forma ideal para a sua execução.
14- Lembre-se: PAUSA também é música, portanto, “não sole na pausa”.
15- A música possui três elementos básicos: HARMONIA, MELODIA E RITMO. Procure distribuir os instrumentos musicais no arranjo conforme estes elementos. Há instrumentos harmônicos e melódicos, há somente melódicos, há rítmicos e instrumentos que fazem os três, mas defina no ensaio ou arranjo, quais serão os devidos “papéis” para cada instrumento.
16- A ESCOLHA DO TOM DE UMA MÚSICA depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que tom escolhido não seja o mais confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Outra observação é que o tom pode influenciar na sonorização da música vocal com acompanhamento. O problema é que muitos confundem. Na música instrumental, a técnica e a expressão são mais exigidas porque as notas devem transmitir algo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos.
17- VERSATILIDADE – Procure ser o mais possível. Saiba ouvir vários estilos, do erudito ao moderno, ouça com ouvido crítico e analítico. Saiba ouvir. Extraia coisas boas de cada estilo. Outro detalhe é o músico não ficar “preso” somente ao seu instrumento, saiba apreciar a forma de execução como sonoridade e fraseado de outros instrumentos.
Deus abençoe! Ronaldo Bezerra (Para falar com o Ronaldo envie sua mensagem para ronaldo_bezerra@hotmail.com)
O ensaio deve fazer parte da rotina de todo ministério de música. Algumas pessoas têm uma visão fantasiosa a respeito dos músicos de sucesso supervalorizando a questão da INSPIRAÇÃO. Mas qualquer músico que se esforça para oferecer o melhor em seu ministério sabe que inspiração é importante, mas TRANSPIRAÇÃO é fundamental.
O ensaio é a hora da transpiração, de dedicar tempo e atenção para que a música na casa de Deus seja feita com qualidade. Já ouvi muitos comentários do tipo: "Nós ensaiamos tanto, mas nada dá certo!". Talvez o ensaio não esteja sendo feito de forma eficaz e foi pensando nisto que resolvi indicar alguns caminhos para que você chegue ao ponto que deseja. Vamos juntos!
1. REGULARIDADE Procure fazer ensaios constantes, no mínimo uma vez por semana, isto é importante para integração musical e comunhão do grupo.
2. TEMPO Uma duração ideal para um bom ensaio deve ser em torno de duas horas. É difícil conseguir resultados reais em menos tempo, se você quiser fazer um ensaio mais longo, dê um pequeno intervalo para água e descanso, precisamos lembrar que a voz é um instrumento delicado.
3. PRESENÇA A presença no ensaio deve se tornar obrigatória, não é justo que o grupo todo ensaie e no momento da ministração seja prejudicado por um "penetra" que não ensaiou e nem se preparou, não é verdade?
4.ESTRUTURA É importante ter um local específico para ensaio, um lugar quieto onde o grupo possa ter um pouco de privacidade. O ensaio vocal deve ser sempre acompanhado por um instrumento harmônico (teclado, piano, violão, guitarra) que garanta a afinação do grupo. 5. ORAÇÃO É verdade que ensaio é ensaio, e não é o momento de fazer estudo bíblico e nem de orações sem fim, mas sem dúvida é importante orar no início do ensaio. Quando estamos trabalhando na obra de Deus muitas lutas surgem e precisamos lembrar que não é contra carne nem sangue que devemos guerrear, mas contra principados e potestades (Ef 6:10-18).
6. AQUECIMENTO Pense na voz como parte de seu organismo. Quando você abre os olhos de manhã, logo pula da cama e sai correndo pelo quarteirão para se exercitar? Claro que não! Da mesma forma a voz precisa se espreguiçar, precisa acordar, precisa aquecer. Exercícios de relaxamento, de respiração e alguns vocalizes tem esta função na técnica vocal. O grupo, ou alguém do grupo, precisa investir em uma boa aula de técnica vocal.
7. MATERIAL VISUAL Todo material escrito ajuda na memorização. Se souber escreva os arranjos, se não souber, registre ao menos a letra e acordes do cântico e distribua cópias. Peça que as pessoas anotem o que está sendo combinado: onde abrir voz, variações de dinâmica, repetições, etc.
8. MATERIAL AUDITIVO Se você vai ensaiar músicas já registradas em CD, leve a gravação para que todos ouçam o arranjo original. O desenvolvimento da percepção musical é imprescindível para o bom cantor.
9. ORGANIZAÇÃO O ensaio precisa ter direcionamento, é bom que o repertório e o roteiro do ensaio estejam pré-definidos. A equipe deve ser agrupada com alguma lógica: homens e mulheres, por naipes (sopranos, contralto, tenor, baixo), ou da maneira que você achar melhor, mas faça desta divisão algo automático na cabeça do grupo.
10. PERSEVERANÇA Tenha paciência e não desista. Medite em II Pedro 1:5-8. O ensaio é uma semeadura, nem sempre colhemos os frutos instantaneamente, mas o nosso trabalho não é vão no Senhor!
Deus abençoe!
Mirella de Barros Antunes, é professora de prática vocal, teoria e percepção.
Hoje eu li um artigo que louvava a
celebração do “re-casamento” de alguém que já foi um querido amigo, chegando até
mesmo a participar comigo de alguns trabalhos. Fui, inclusive, co-produtor de
alguns de seus primeiros projetos. É uma pessoa a quem muito amei e ainda amo;
um cantor de renome e com muita unção para compor e cantar.
Mas nem por
isso e de maneira alguma posso concordar com os novos passos de sua vida com
respeito a deixar sua esposa e filhos. Segundo a palavra de Deus o mesmo, ao se
divorciar de sua esposa e casando-se com outra mulher, se colocou em pecado
adultério, como nos diz Lucas 16.18: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra
comete adultério; e aquele que casa com a repudiada pelo marido também comete
adultério.”
Temo que o princípio do casamento indissolúvel esteja se
desfazendo no meio da Igreja cristã, chamada evangélica, que tem se
contextualizado com o mundo. Muitos procuram na Bíblia uma maneira de
justificar-se em vez de buscar uma atitude de restauração. Quero dizer que creio
profundamente em um Deus de restauração; creio que quebrantamento e perdão por
certo são a cura para todos os relacionamentos, por mais difíceis que sejam.
Quando vejo uma situação como esta que mencionei, me pergunto: será que o
evangelho é tão fraco assim? Será que o poder que proclamamos é tão tênue que
não possa sarar um marido e uma esposa que passam por dificuldades? Será que a
fé que temos – e proclamamos que remove montes – não pode remover a dureza de
nosso coração que, segundo Jesus, é a razão pela qual o homem busca a carta de
divórcio (Mateus 19.8)?
É isto, neste caso do amigo que citei e de
tantos outros: o problema é a dureza de coração. Ela tem sido escondida como
causa, mas sem dúvida é a mais clara razão pelos frutos que tem dado. Duas vidas
preciosas que se divorciam o fazem unicamente por dureza de coração. A igreja
não pode louvar esta atitude, pois é uma celebração à iniqüidade e ao pecado.
Assim, eu me pergunto: onde estão os profetas? Será que só existem em palcos?
Onde estão os profetas dos bastidores para se levantarem, indo contra a
disseminação do pecado na vida da Igreja; para se pronunciarem frente aos
poderes da mídia evangélica de nosso país, que tem contextualizado e banalizado
o assunto?
Neste caso, em vez de um profeta, este irmão encontrou alguém
que, com panos quentes – e totalmente contrário à palavra de Deus –, “abençoou”
as novas núpcias, trazendo condenação sobre si mesmo, sobre a Igreja e sobre
outro irmão que, não bastasse o separar-se de sua esposa e filhos, “recasou-se”,
deixando para trás a seriedade da aliança conjugal no meio da Igreja. Falando em
profetas, quero lembrar de João Batista, que perdeu sua cabeça por causa deste
assunto – pois dizia a Herodes que não lhe era lícito possuir a esposa de seu
irmão. Hoje, muitos pastores estão abandonando suas esposas e filhos e casando
com outras, muitas vezes mais jovens e bonitas. Por certo, quem se levanta
contra essas atitudes nestas congregações tem “perdido suas cabeças”.
Entretanto, quero aqui declarar que o erro e o engano não mudarão a
palavra de Deus, que fala com toda a clareza, trazendo como ordenança do Senhor
o seguinte: “Aos casados ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se
separe do seu marido. Se, porém, vier a fazê-lo, que não se case ou se
reconcilie com seu marido.” (I Coríntios7.10,11) Ou: “A mulher está ligada
enquanto vive o marido. Se, contudo, falecer o marido, fica livre para casar-se
com quem quiser, mas somente no Senhor.” (I Coríntios 7.39) Ou ainda: “Ora, a
mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo
morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada
adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o
marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.”
(Romanos 7.2,3)
Você pode estar dizendo que este é um julgamento. Eu,
portanto, lhe respondo que não tenho em meu coração a intenção de julgar
ninguém, principalmente porque creio que esta situação já esta julgada por Deus
e pela Sua palavra! Eu, como profeta do Senhor, estou me colocando contrário à
quebra da aliança matrimonial e em total acordo com a Bíblia, que chama a
situação de adultério. Malaquias 2.14 fala que Deus odeia o repúdio e é contra a
deslealdade no matrimônio, e diz que Deus nem mesmo olha para qualquer outra
oferta de nossas mãos quando assim agimos.
Temos que tomar a atitude
certa agora, esperando que esta situação de iniqüidade e desrespeito à família,
segundo os moldes de Deus, se desfaça. Que o diabo, que nesta área tem sua
agenda feita contra a Igreja, seja barrado por homens e mulheres com coragem que
se levantem – mesmo que isto ocorra a custo de “suas cabeças” contra o sistema
banalizador da Palavra de Deus e dos princípios de Jesus para a família e
casamento. Além disso, que fortaleçam seu posicionamento diante de Deus para que
nossos filhos saibam com clareza qual é a verdade e o caminho na hora de dizerem
“sim” em um altar diante de uma noiva ou noivo, diante de Deus e da Igreja. O
que passar disto vem do maligno.
Há uns anos atrás tive experiências
com o Senhor que foram libertadoras para mim. Sabe, quando você recebe
revelações tão tremendas de Deus, que você se sente nas nuvens, parece que foi
tirado um peso enorme das suas costas, e as várias respostas que você precisava
ouvir de Deus se tornam tão claras que te deixam extasiado? Pois é... Eu estava
num momento como este. É o popular "cair a ficha" como costumamos dizer. Eu me
sentia tão plena em Deus, tão curada, tão..., Sei lá.
Bom, no meio
desses acontecimentos maravilhosos, eu fui à igreja com meu esposo num domingo à
noite. Estávamos um pouco atrasados e a adoração já tinha começado. Encontramos
um lugar no meio da multidão. Deixei minha bolsa no banco e fiquei de pé como
todos estavam. Automaticamente meus olhos foram parar em quem estava à frente
ministrando a adoração, e quase que imperceptivelmente me vi analisando o grupo
de louvor que estava ali. Comecei a pensar comigo mesma: "ah, se eu estivesse
ali com certeza faria diferente do que eles estão fazendo, cantaria uma música
diferente que atrairia mais a congregação, que atrairia a presença de Deus...".
O Senhor imediatamente interferiu em meus pensamentos: "- Você não é melhor do
que ninguém, e ao invés de julgar o modo de ser das pessoas, deveria estar
adorando para que a minha presença se mova na igreja. Você, como eles, depende
da minha misericórdia e do meu amor. Eu não estou interessado nas fórmulas que
você acha que podem dar certo na ministração de um culto, eu faço o que quero e
uso quem eu quero, sem me impressionar com as aparências. A adoração não é para
você, é para mim".
Naquele momento, percebi o quanto eu necessitava da
graça e da revelação do Senhor. Pedi a Ele perdão por ser ainda tão religiosa e
egoísta, e então fechei meus olhos, levantei minhas mãos e adorei ao Senhor.
Você já ouviu esta história antes? Você alguma vez já se pegou
analisando, julgando ou tendo expectativas a respeito do grupo de louvor, do
pregador, do grupo de dança ou quem quer que esteja no púlpito da igreja? O que
realmente acontece é que chegamos aos cultos e automaticamente colocamos nossas
expectativas em quem está na plataforma ao invés de colocá-las em Deus. Temos a
necessidade de ver homens e "assistir" ao culto. Vamos às reuniões e esperamos
ver o ministro de louvor que mais gostamos; esperamos ouvir canções que nos
agradem e nos façam sentir bem; esperamos que o pregador fale fluentemente e
agradavelmente bem, nos trazendo uma calorosa mensagem para mais uma semana;
esperamos que os músicos e cantores estejam bem afinados e, é claro, bem
vestidos; enfim, esperamos que o culto seja o mais politicamente correto o
possível, pois queremos ser agradados. Temos a necessidade de sermos entretidos.
A pergunta é: Afinal, o que é o culto, e pra quem é?
A definição de
culto é: homenagear a divindade, adorar, venerar. Em Exodo 20:2 a 6, Deus diz ao
Seu povo "Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da
servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de
escultura, nem semelhança alguma do que há em cima dos céus, nem embaixo na
terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto;
porque eu sou o Senhor, teu Deus Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais
nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço
misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus
mandamentos".
Em Mateus 4:9 e 10, vemos que, Satanás tenta receber
adoração de Jesus: "...e lhe disse:Tudo isto te darei se prostrado me adorares.
Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu
Deus adorarás e só a Ele darás culto".
Com base nestes textos tão
conhecidos, podemos perceber que o culto é para Deus. Só devemos prestar culto a
Ele. Deus deixou isso bem claro, ninguém nos céus, na terra debaixo da terra ou
no mar, é digno de adoração. Somente o Senhor é Deus e digno do nosso culto. Ou
seja, o culto não é para nós, o culto é para Deus! A adoração não é para nós, é
para Deus. Se em nossas reuniões de culto ou em nossas vidas o centro máximo de
nossas atenções e adoração forem pessoas ou coisas, estamos sendo idólatras,
trocando o Criador pela criatura.
Durante uma reunião de culto, podem
acontecer pelo menos três focos diferentes:
1- O foco em Deus - Quando
nossas expectativas estão no Senhor e damos a Ele nossa adoração, Ele é o centro
de nossas atenções e o culto é somente para Ele;
2 - O foco nos homens -
Quando nossas expectativas estão nas pessoas. Somos apenas expectadores, estamos
ali para assistir e não para participar do culto. Isso conseqüentemente nos leva
a colocar...
3 - O fogo em nós mesmos - Quando esperamos que o culto nos
agrade. "O centro do culto sou eu e preciso ser bem entretido aqui, tudo tem que
estar de acordo com o meu gosto senão eu não volto mais." "Preciso alcançar
minha benção".
Outro dia até ouvi alguém dizer: "Leio a Bíblia e oro,
mas não estou em igreja nenhuma porque não encontrei nenhuma que fosse adequada
para mim". Esta é uma mentalidade totalmente egoísta e absurda. É o que alguém
já chamou de auto idolatria, quando a única preocupação do indivíduo é a auto
satisfação.
Não existe lugar para os focos 2° e 3° no Reino de Deus. Não
existe lugar para a idolatria, ou para a auto idolatria. Devemos nos lembrar
sempre que só ao Senhor devemos adorar. O culto não é para nós, para nosso
entretenimento e satisfação, em outras palavras, quem precisa gostar ou não do
culto é o Senhor Jesus e não nós. Nosso dever é o de entreter o Senhor.
Precisamos estar mais preocupados com o coração de Deus, interessados em
conhecê-lo e agradá-lo. Precisamos saber o que Ele pensa, o que Ele quer, do que
Ele gosta, do que não gosta, qual é a canção que Ele quer ouvir de nós, como Ele
quer que nós o adoremos.
Conhecer o coração de Deus demanda tempo e
caminhada diária com Ele. Cultuá-lo não é simplesmente seguir um ritual, mas é
dar-lhe algo baseado num relacionamento que temos com Ele. Se eu tenho um bom
relacionamento com meu cônjuge, com certeza eu vou saber que tipo de presente
vai agradá-lo mais. Jesus disse à mulher samaritana "Vós adorais o que não
conheceis; nós adoramos o que conhecemos..." (João 4: 22). De acordo com as
palavras de Jesus, não se pode adorar a alguém que não se conhece. Adoração fala
de intimidade com Deus.
Então "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao
Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a
chuva serôdia que rega a terra". (Oséias 6:3)
Isaias 43-21 (A
esse povo que formei para mim; o meu louvor relatarão)
A formação é a
base de tudo em nossas vidas.E é algo
que iremos levar conosco para toda a nossa vida. Claro, que em alguns casos,
esta formação e moldada porem a escência é mantida.
Vivendo nos EUA a
mais de 12 anos tive a oportunidade de conhecer dezenas de ministros de
louvores, brasileiros, americanos e de outras nações etc. Porem cada um tem um
estilo, diferente por causa de sua formção.
Porem vemos
muitos erros cometidos por causa de uma formação um pouco equivocada ou mau
interpretada , e isso de certa forma e grave por que compromete o louvor e a adoração
a Deus. Por isso que e importante sermos formados por Deus. Em salmos 119-171
(Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos.)
A nossa formação
deve estar baseada literalmente nos estatutos de Deus. Como ministro sou canal
do derramar de Deus sobre a congregação. Por isso uma vida de oração e
consagração deve ser algo continuo em minha vida.
Creio que as
vezes muitos formados principalmente aqui nos EUA prescisam estar em contato
com o que esta acontecendo no brazil, não que aqui nos EUA os seminarios nao
sejam de qualidade, porem o brasil tem se destacado muito na area de Louvor e
Adoração, e hoje temos nomes de grandes servos de Deus que estão contribuindo
para esta referencia, tais com Asaph Borba, Adhemar de Campos, Ana Paula
Valadão, Ronaldo Bezerra,e muitos
outros. E hoje eles tem cido referência mundialaté mesmo aqui nos EUA.
Este contato
ajuda muito na formação do lider de louvor, sempre lembrando que Deus é a base
para esta formação solida.
A cerca de alguns
anos atras tive a oportunidade de receber aqui em Los Angeles o Pr Adhemar de
Campos, e ao conversarmos sobre os ministros de louvores(brasileiros) nos EUA, vimos que a um distânciamento
muito grande sobre o que realmente seria louvor e adoração, tudo isso por causa
da formação.
Existe pessoas
que seram alcançadas através do ministério que Deus tem planejado para sua
vida. Isso siguinifica que devemos estar bem preparados, ou seja devemos
desenvolver da melhor forma este ministério. Como diise antes devemos ser canal
de benção. E devemos a cada dia buscar mais de Deus e estarmos diante de sua
presença.
Algo que
aconteceu recentemente que fiquei de certa forma chocado e achei engraçado
tambem, estava comentando com uma pessoa que e lider de louvor de uma igreja em
Los Angeles sobre a possibilidade de trazer am Los Angeles o Asaph Borba, por
que o mesmo estava em New York. Apos alguns minutos falando de certa forma
intusiasmado com esta pessoa. No final ela me perguntou legal Pastor, mas quem
e Asaph Borba?
Vivemos dias que
temos facilidade de obter qualquer tipo de informação a um velocidade nunca
imaginada pela mente humana. Por isso devemos utilizar todas as ferramentas
para fortalecer a nossa formação com lideres de louvor. Temos uma
responsabilidade muito grande em nossas mãos.
A formação dos
discipulos levou um tempo, porem apos estarem revestidos do poder de Deus e do
conhecimento que Deus concedeu a cada um foraminstrumentos poderosos nas mãos de Deus
E acredito que
Deus quer fazer o mesmo com cada um de nós, basta termos um espirito humilde e
desejoso de estar sempre aprendendo mais de nosso Deus e com isso seremos
levados a milhares de lugares para proclamar o amor de Deus e levar a agua viva
aos que tem sede .
“Quem te não temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos” – Apocalipse 15:4.
Temos aqui um tema que requer de nós especial atenção. Para alguns, trata-se de um terreno desconhecido. E mesmo para aqueles que têm algum conhecimento, sempre será um desafio novo. Cada culto é uma experiência nova, de onde extraímos lições que vão nos moldando e formando em nós o perfil de verdadeiros adoradores, que em função desse aprendizado, vão sendo confirmados como ministros diante da congregação.
A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério, e ministério com peso pastoral. A administração desse serviço se faz garantir através de princípios divinos que devemos encarnar, praticar e deles depender sempre. Esses princípios nos livram da mediocridade e contribuem para que busquemos a excelência nesse ministério, em louvor ao nosso Deus! (Fl 1:10-11).
Sensibilidade – Salmos 43:3
Sensibilidade fala de percepção, de revelação, de ter luz. É uma ferramenta essencial, pois facilita em muito a nossa tarefa. É indispensável no momento do culto, na relação que temos com o Espírito, com os músicos e com as pessoas em geral.
Dependência do Espírito – Efésios 5:18.
É dependência geral, total e irrestrita. Paulo diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (II Co 3:17). O dirigente deve ganhar a visão de que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa (Rm 8:26-27). Ele indica o cântico, a frase, a oração a ser feita, enfim, tudo.
Inspiração (Palavra de Deus) – Salmos 22:25.
O dirigente sempre precisa estar inspirado. A inspiração nasce do nosso tempo diário com Deus (Sl 34:1). A fonte principal é a Palavra. Quanto mais Palavra eu tiver, mais inspirado serei (Cl 3:16).
Expressão – Gálatas 5:22.
A Palavra diz que o coração alegre aformoseia o rosto (Pv 15:13). O fruto do Espírito produz amor, paz, alegria etc. O dirigente deve meditar naquilo que canta. Esse exercício constante resulta numa expressão de vida abundante.
Segurança (saber o que fazer) – II Coríntios 3:4-6.
A congregação espera que o dirigente a conduza na ministração. É como o motorista de um coletivo cheio de pessoas. Todos esperam que ele tenha conhecimento do que faz e possam assim chegar ao seu destino.
Identificação (sacerdote) – Hebreus 5:1.
O dirigente é um sacerdote, um intermediário entre Deus e os homens. Portanto, deve estar profundamente identificado com os interesses do Senhor e dos homens.
O ministério de Jesus – Hebreus 2:12.
O dirigente deve ter a visão de que Jesus está em meio à congregação cantando louvores. Deus habita no meio dos louvores do seu povo (Sl 22:3).
Conclusão
Se estivermos atentos a estes princípios, colheremos resultados surpreendentes do nosso trabalho. A igreja será abençoada, edificada, e o Senhor glorificado junto ao seu povo.
Atos 13:21-Deus chama seus adoradores
com um propósito e com uma razão.
O Novo Testamento nos descreve algo
sobre a vida de Davi e que Deus encontrou nele algo diferente. Davi era um rapaz
diferente provavelmente de todos os rapazes de sua geração.
Davi viveu
num tempo em que a arca não estava presente em Israel, ela tinha sido levada
pelos filisteus. A adoração em Israel era feita em distintos lugares, ora em
Gibeá ora no Hebron. Cada um adorava em qualquer lugar. O sacerdócio era mais ou
menos disperso.
Davi cresceu no meio das ovelhas, no meio do campo. Ele
era de uma família tradicional de Belém, filho de Jessé junto com seus irmãos.
Estes eram homens preparados para a guerra. Davi era um pastorzinho, um rapaz
simples, desconectado da sua época.
Uma época em que Israel vivia em
guerra, em conflitos, em confusão. Saul era o rei e como rei já estava
desqualificado. Israel vinha perecendo de toda a sua religiosidade. O povo de
Israel estava totalmente prostituído com deuses de outra cultura. O mundo
religioso da sua época estava totalmente falido e Davi vivia neste contexto.
Em II Crônicas 16:9 e fiz uma canção sobre está passagem que diz:
“...seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles
cujo coração é totalmente dele...”.
Quando os olhos de Deus estavam
passavam sobre a terra, viu Deus o povo de Israel, viu o Rei Saul e também o
profeta Samuel tentando ajeitar a vida espiritual em Israel. Derrepente, os
olhos de Deus encontraram um pastorzinho. Os olhos do Senhor passaram pelas
campinas de Belém e lá o Senhor viu um rebanho e os seus olhos pousaram sobre um
pastorzinho que cantava e declarava o seu amor ao Deus de Israel: “O Senhor é o
meu pastor e nada me faltará, ele me faz repousar em pastos verdejantes...”.
Deus não viu nenhuma coisa grandiosa no que Davi estava fazendo. Nesta
época em que Deus o encontrou, Davi não tinha feito nenhuma grande realização,
ele apenas cuidava zelosamente do rebanho de seu pai Jessé. Um rapazinho
insignificante que nem ao mesmo tinha sido contado entre os filhos de seu pai.
Quando Samuel veio até a casa de Jessé, onde Deus informou estar ali o
novo rei de Israel, todos os seus irmãos foram apresentados ao profeta menos
Davi. Deus não viu a aparência dos filhos de Jessé, mas Deus viu o coração de
Davi.
Tudo na vida de Davi não começou ao derrotar o gigante Golias, não
começou com as batalhas, não começou como rei. Começou no meio dos rebanhos,
porque começou no seu coração, de dentro para fora.
Primeiro aspecto na
vida de Davi é este: Deus conhecia o coração de Davi e Davi conheceu o coração
de Deus.
E tudo na vida deste homem grandioso, um homem que teve falhas,
mas que deixou a sua marca na história, não só no povo de Israel mas em toda a
história da igreja e da humanidade, aconteceu porque Davi aprendeu a conhecer o
coração de Deus. Em Atos 13:21 “segundo o meu coração, diz o Senhor”
Ali
estava a chave. Davi aprendeu em todas as situações, em todas as circunstâncias
seguir o coração de Deus. Ele não foi discipulado. Talvez seu pai tenha lhe
ensinado os princípios do Senhor, mas ele não teve a graça de aprender os
preceitos do Senhor como nós podemos aprender hoje.
Ali mesmo naquelas
planícies, com seu rebanho, Davi abriu seu coração para Deus. Aqui está à chave
do nosso chamado. Este chamado não acontece quando temos desejo de fazer alguma
coisa para o Senhor, mas começa quando você aprende a conhecer o coração de
Deus. Deus se revela a você e você escancara o seu coração para Deus e o seu
coração começa a ser o coração de Deus.
Quando você começa a amar o
coração de Deus, a vontade de Deus e a comunhão com Deus, então você está apto
para ouvir o chamado de Deus. O chamado de Davi começa com a comunhão, não
começa com grandes obras, com grandes feitos, começa com uma profunda comunhão
com Deus.
A obra de Deus na minha vida não começou quando comecei a
viajar pelas nações, quando comecei o trabalho como produtor musical. Começou a
31 anos atrás quando Deus se deu a conhecer a mim e eu me dei a conhecer a ele.
Quando rasguei meu coração diante de Deus. Deus viu o meu pecado, mas
trouxe sobre mim o seu sangue. Deus começou a trazer cura, trouxe a regeneração,
trouxe a restauração e pude então conhecer o seu coração. E vi que o coração de
Deus é sem limites. É um coração onde tem lugar para todos os seus filhos, é um
coração eterno.
Deus viu o coração de Davi por trás daquele rebanho,
insignificante. Deus pode ver os nossos corações não atrás de uma grande obra,
mas ali no nosso dia a dia, na nossa insignificância, na nossa rotina. Deus está
dizendo: “Eu estou vendo o teu coração. Eu estou olhando para ti, eu estou vendo
as obras do teu coração.” Deus não se importa com grandes projetos, com grandes
realizações neste mundo. A obra de Deus começa na simplicidade de um coração
totalmente dele.
A chave do nosso chamado para fazer as grandes obras de
Deus começa na comunhão com Ele, em um coração disponível e totalmente dele.
Jesus quer ouvir uma canção. Mais que
uma canção, na verdade. Ele quer ouvir sons e palavras vindos de um coração
quebrantado e sincero. Jesus quer ouvir uma canção de amor para Ele mesmo.
Não simplesmente uma canção bem cantada por bons cantores de vozes
atrativas, ou tocada por bons músicos, que tenham boa técnica e renome.
Chega de cantar e tocar para homens, e fazer da ministração do louvor um
culto ao entretenimento. Chega de querer chamar a atenção da Noiva ( Igreja ),
desviando-a dos olhos daquele que morreu e a si mesmo se entregou por Ela. Chega
de fazer da adoração um instrumento de comércio, de autopromoção e de louvor a
si próprio. Não queira "adorar" para que os homens vejam sua capacidade vocal,
instrumental ou sintam algum tipo de emoção barata que os faça "dançar", gritar
ou pular pela manipulação de um apresentador de show evangélico ( que se diz
ministro ungido de Deus ), que tendo consciência ou não, quer mais atenção para
si próprio do que para Deus que é o dono do culto.
Jesus quer ouvir uma
canção de amor para Ele mesmo! Uma canção que toque em seu coração. Uma canção
que o faça voltar o Seu rosto e procurar quem a está cantando. Canção que de tão
intensa atraia a Sua presença, fazendo o descer do Seu trono e vir, manifesto
sobre o Seu povo. Jesus anseia por ouvir de Sua Noiva ( a Igreja ) uma canção.
Uma canção que o exalte, que chame a Sua presença. Canção que gere no coração da
Noiva, cada vez mais desejo por Sua presença. Anseio por Seu abraço, Seu beijo.
Jesus quer ouvir, e tem gerado pelo Espírito Santo esta canção no
coração da Sua noiva. Canção misturada a lágrimas, anseio, desespero, e risos.
Esta canção tem brotado de corações que se apaixonam por Jesus e que amam Sua
presença. Jesus não quer ouvir uma canção feita para homens, mas uma que o
Espírito Santo faz nascer pelo amor, pela paixão da Noiva e do Noivo, um pelo
outro. Jesus quer me ouvir dizer que eu O quero, que eu O amo, que eu O desejo,
que eu anseio por Ele, que eu não posso viver sem a presença d´Ele, que eu
preciso d´Ele!
O Espírito Santo clama nesses dias. Não toque para mais
ninguém! Cante e toque ao Senhor a canção que Ele quer
ouvir!
O talento que o Senhor me tem dado é o
de compor. Desde que me converti, compus mais de 350 ou 400 canções registradas,
e tenho dezenas de fitas cheias de músicas, linhas, melodias,
sonhos.
Tenho descoberto algumas chaves. Uma por exemplo é que há riqueza
no corpo de Cristo, nos irmãos. Eu gosto do Salmo 45:1 "De boas palavras
transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus, a minha língua é como a
pena de habilidoso escritor." Me identifico com a versão em português que diz:
“Ferve em meu coração palavra boa” Desde que me converti, este tema Jesus Cristo
ferve em meu coração, nunca diminuiu, somente aumenta.
Todos nós temos a
graça do Espírito que enche a igreja de criatividade. A criatividade em alguns
pode ser mais forte, mas é um Dom de Deus para cada pessoa. Uma característica
de Deus em nossas vidas é a criatividade.
Você pode compor, todos nós
podemos compor. Deus dá este talento a igreja. Quando Paulo em Efésios 5:19 diz:
"falando entre vós com salmos, com hinos e cânticos espirituais, não estava
falando somente de cantar canções escritas, nem estava falado sobre uma forma de
vida para enriquecer, para embelezar.
Para compor são necessárias
algumas coisa:
Estar ligado com profundidade ao Espírito Santo. Quando
estamos unidos ao Espírito do Senhor, o Espírito, em comunicação com nosso
espírito, gera coisa agradáveis ao Senhor. Quando nosso espírito está em
comunicação com a Palavra de Deus, a Palavra de Deus se transforma na primeira
ferramenta para composição.
Quando há uma união entre o Espírito e a
Palavra em nosso coração sai algo. Quando estamos cheios da Palavra de Deus
temos o subsidio básico para compor ao Senhor. Fecha teus olhos e pensa em algo
que gostarias de dizer ao Senhor agora. Já pensaram? Agora põe isso em tua boca
e prepara-te para dizer ao Senhor uma frase, uma expressão. Assim a igreja
começou a compor. A base de toda composição é uma palavra que de nossa mente vem
a nossos lábios.
Assim Davi escrevia o que Deus colocava em seu
coração, e assim escrevo eu, e tenho a facilidade de canta-lo, e você também
tem. Todos lembram do que pensaram? Agora eu vou dar um tom, e verão como todos
tem uma melodia, todos tem afinação, todos tem voz. Deus nos deu a todos.
Quando a palavra se junta com a voz, com a língua, com a libertação do
espírito há uma composição. Todos podemos compor. Deus valoriza todos, mesmo um
pouco. Deus valoriza uma melodia, uma frase, uma palavra que você tenha em seu
coração. Há um canto que o Senhor me deu e que cantamos hoje aqui, que somente
diz: " Jesus, Jesus, Jesus". Não diz nada mais, mas diz tudo.
Não
compomos para homens, não compomos para mostrar nossa música uns aos outros.
Quando comecei a trabalhar com Donald eu lhe perguntei: "que tenho que fazer
para que os irmãos cantem minhas músicas como cantam as tuas?" E ele me disse:
"cantá-las para Deus. Canta tudo para o Senhor que um dia Deus vai
cantar para o povo, e eu cresci aprendendo a cantar com todas minhas forças para
Deus. E a dar a Ele tudo o que componho, com diz no Salmo 45: 1 "Dirijo ao Rei
meu canto", ao Rei consagro o que componho.
Outra ferramenta é a Palavra
revelada a igreja, a "rema". Nosso coração tem que estar de acordo com a palavra
"rema" (revelada) nas Escrituras.
Há muita gente que canta coisas raras,
coisas que ao serem comparadas com a Palavra de Deus e estão em desacordo, não
tem sentido bíblico, nem nenhuma profundidade, somente cantam por cantar. Há
alguém que canta no Brasil uma música que o êxito evangélico do momento e fala
da Segunda unção. Se não vai buscar na Bíblia onde esta a Segunda unção, não
encontra base bíblica para isto.
Não podemos enfatizar coisas que não
estão de acordo com a Palavra de Deus, temos que cantar a Palavra de Deus.
Devemos compor submissos a Palavra de Deus, mesmo dentro da revelação, "rema" do
Senhor.
Eu sou totalmente contra tirar uma melodia do mundo e pôr uma
letra evangélica e gravá-la, isto não tem nada a ver com o Senhor. Deus nos deu
o Espírito Santo para compor coisas puras e genuínas, nascidas em Deus, geradas
em Deus, santificadas no Senhor.
Ferramentas técnicas para fazer da
inspiração algo espiritual na hora de compor: 1) Ter um conhecimento básico de
música para que o que cantamos esteja dentro de um ritmo e de uma harmonia.
2) Ter conhecimento básico de poesia, de métrica e de rima. Eu li muitas
poesias, existem poetas cristãos que tem escrito coisas lindas, como o salmo que
lemos "minha língua é pluma de escritos muito rápidos", existem palavras,
existem formas de escrever uma coisa de forma mais bela. Podemos estudar as
rimas, comprar um dicionário de rimas para sair as tradicionais, e
desenvolvermos para ter um coração para compor.
3) Fazer de nossa
composição sempre uma linguagem bíblica e acessível aos outros. Não usar
palavras que ninguém compreende, palavras arcaicas. Devemos ser sensíveis. O
Senhor usa o simples, não necessitamos falar muito.
Alguns aprendem a
tocar um instrumento, isto ajuda muito. Para compor ao Senhor temos que dedicar
tempo, sem ansiedade, parar, esperar. Eu tenho comigo sempre um gravador com
pilhas novas e uma fita, sempre pronto para gravar tudo o que o Senhor dá.
Estejamos disponíveis, o Senhor esta falando ao teu coração, dando-te cânticos,
música nova, dispõe-te para gravar, para estudar e ser assim uma benção.
Temos que fugir de:
A) mentira: para compor ao Senhor temos que
fugir de toda a mentira, cantar o que é verdadeiro. Talvez algo possa ser
verdadeiro para Daniel Baker e não ser verdadeiro para mim. Se Daniel compõe uma
canção que diz: "eu era um drogado, estava na rua perdido e sem direção". Isto é
verdade para ele? Não. E uma mentira não vai produzir vida, em troca essa mesma
realidade é verdade para mim.
Quando Rosana e eu começamos a compor
música sobre o matrimônio, sobre família, sempre tivemos o cuidado de compor
coisas que vivíamos, que podíamos respaldar com nossas vidas e com nosso
testemunho, com a maneira em que vivemos. Alguns cânticos deixamos de gravar
porque não os estava-mos vivendo, tínhamos a inspiração, sabíamos a verdade, mas
se o cantássemos não seria verdadeiro. Em nossas vidas temos que cantar a
verdade, sempre.
B) Dos modismos: Temos que fugir dos modismos, não
compor algo porque o que alguém esta compondo é bem recebido. Por exemplo,
tratar de imitar o estilo de Marcos Witt, Ron Kenoly, Asaph Borba, etc. As
composições o que o Senhor dá para ti, tens que ser genuíno.
C) Do
mundanismo: Temos que fugir da secularização que tenazmente nos assedia hoje na
igreja. Romanos 12:1-2 "Assim irmãos, vos rogo pelas misericórdias de Deus, que
presenteiem vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é
vosso culto racional e não vos conformeis com este século, sede transformados
por meio da renovação de vosso entendimento, para que comproveis qual seja a boa
vontade de Deus, agradável e perfeito”. Não podemos tomar a forma deste mundo
como igreja, devemos fugir do mundanismo que tenazmente nos assedia na igreja,
isto inclui a música.
Deus tem seu próprio estilo de música e muitas
vezes não é o que o mundo evangélico está cantando. Ele quer que nós estejamos
compondo o que Ele quer falar e não o que as pessoas querem ouvir. Você deve ser
alguém que transmite o que esta no coração de Deus.
Concluindo, os tipos
de composições que podemos encontrar são de Deus para o homem, a Palavra do
Senhor para o homem, do homem para Deus, de homem para o homem e de Deus para o
mundo, também pode haver da igreja para o mundo. Estes são os tipos de música na
igreja, qualquer coisa que se componha tem que estar dentro disto.